Tradução: The future of the EU – Now what?

The future of the EU – Now what?

Europe vows progress after Brexit, but is unsure which way to go

The Economist

August usually finds Europe’s politicians bronzing on the beach or lacing up their walking boots. But for the past few weeks they have been huddling, scheming and debating how to give their floundering European Union a fresh lease of life.

If there is a fresh urgency to the EU’s latest bout of navel-gazing, blame Brexit. Britain’s vote to leave on June 23rd was a grievous blow to a club that has only ever known expansion. At a summit six days after the vote, the leaders of the 27 remaining countries vowed reform and arranged to meet again. Much of the recent shuttle diplomacy has been aimed at finding common ground for that meeting.

There is no shortage of ideas. This week five senior European analysts and officials issued a paper calling for a “continental partnership”, including new decision-making structures for the single market, which could include Britain as well as other countries on Europe’s periphery, such as Turkey or Ukraine. Diehards are dusting off plans for grand projects like a standing EU army or a Europe-wide intelligence agency.

But in a curious echo of the British government’s struggle to move ahead with Brexit, Europe’s leaders have not progressed much beyond slogans. This summer’s terror attacks brought calls for intelligence agencies to share more information, and for boosting the powers of Europol, the EU’s police co-ordination body. But such suggestions are nothing new.

On refugees, agreement seems limited to a beefed-up EU border force that officials hope to conclude on later this year. Eastern European governments remain implacably opposed to the EU’s plans to distribute hundreds of thousands of asylum-seekers across Europe.

The crises that have buffeted Europe in the past few years continue to bubble away. The EU’s talks with Greece over its third bail-out are not going well. The Minsk peace process in Ukraine is stuck.

Brexit does little to fix any of these problems. And managing the departure of a major country presents the EU with an entirely new sort of challenge. The will to keep the club together is strong, and predictions of further exits to follow Britain’s are overblown. But the old adage that Europe is forged only in times of crisis is starting to look threadbare.

O futuro da União Europeia – e agora?

Europa promete avanços após o Brexit, mas não tem certeza de qual rumo tomar

The Economist

Em agosto, os políticos europeus costumam ir para a praia se bronzear ou sair para caminhadas. Porém, nas últimas semanas, tudo o que eles têm feito é se juntar para planejar e debater sobre como dar um novo sopro de vida à sua debilitada União Europeia (UE).

E essa inadiável necessidade de voltar a olhar para o próprio umbigo tem uma causa – o Brexit (saída do Reino Unido da União Europeia). A decisão do Reino Unido pela saída em 23 de junho foi um duro golpe para um clube que só conheceu expansão. Em uma reunião de cúpula, seis dias após a votação, os líderes dos 27 países restantes prometeram reforma e marcaram uma nova reunião. Muito dessa recente diplomacia pendular tem como objetivo chegar a um consenso para a encontro.

Ideias não faltam. Esta semana, cinco analistas seniores e funcionários de alto escalão europeus publicaram um documento propondo uma “parceria continental”, com novas estruturas de tomada de decisão para o mercado único, que poderia incluir o Reino Unido, bem como outros países da periferia da Europa, como a Turquia ou a Ucrânia. Os mais obstinados andam desengavetando planos para grandes projetos, como a criação de um exército permanente da UE ou uma agência de inteligência a nível europeu.

Mas como um reflexo curioso da luta do governo britânico para seguir em frente com o Brexit, os líderes europeus também não progrediram muito além dos slogans. Os ataques terroristas no verão desencadearam uma onda de solicitações para que as agências de inteligência compartilhassem mais informações e aumentassem os poderes da Europol, agência da União Europeia para a cooperação policial. Mas essas sugestões não são novidade.

Em matéria de refugiados, o acordo parece limitado a um reforço do controle nas fronteiras da UE, que as autoridades esperam concluir ainda este ano. Os governos do leste europeu continuam a criticar com veemência os planos da UE de distribuir centenas de milhares de requerentes de asilo por toda a Europa.

As crises que atingiram a Europa nos últimos anos continuam a borbulhar. As negociações da UE com a Grécia sobre seu terceiro resgate não estão indo bem. O processo de paz de Minsk na Ucrânia está travado.

O Brexit não contribuiu em nada para resolver esses problemas. E administrar a saída de um país de tal importância apresenta um tipo de desafio inteiramente novo à UE. A vontade de manter o clube unido é grande, e as previsões de novas saídas, seguindo os passos do Reino Unido, são exageradas. Mas o velho ditado de que a Europa é forjada apenas em tempos de crise parece estar ficando ultrapassado.

Original English article available here.

Artigo original em inglês disponível aqui.

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