Tradução: Fighting the War of the Pacific, 1879–1884 (review)

Andean Tragedy: Fighting the War of the Pacific, 1879–1884 (review)

Christon I. Archer
The Journal of Military History
Society for Military History
Volume 73, Number 4, October 2009
pp. 1346-1347

The War of the Pacific (1879–1884) between Chile and an alliance of Peru and Bolivia is best known by military and naval historians as a conflict fought at the cusp of technological change that foreshadowed modern warfare. At sea, the Chileans and Peruvians fought battles using modern armoured steam-driven warships, mines, torpedoes, and rams. On land, the belligerents employed the telegraph and railroads where practicable, breech-loading rifles of different designs, Krupp steel artillery, and Gatling guns. The war was fought over the possession of valuable resources of nitrates and guano situated in the arid Atacama Desert.

In the 1870s, Chilean mining companies entered Bolivian territory under legal concessions to mine these resources. At the time, Bolivia ruled the port of Antofagasta and a significant stretch of the South American coastline and interior desert. When Peru and Bolivia recognized the danger to their sovereignty posed by Chilean activities, in 1873 they signed a secret military mutual assistance pact. The war over resources broke out in February, 1879, when Chilean armed forces landed at Bolivian Antofagasta. Although the better equipped Chileans got off to a slow start, they eliminated the more modern Peruvian naval ironclad warships and invaded Peruvian territory.

With only a third as many soldiers as the Peruvians and Bolivians, in theory the Chileans faced a difficult task. Nevertheless, they captured Iquique, Peru’s export port for nitrates and after some battlefield setbacks occupied the southern Peruvian provinces of Tacna and Arica—driving the Bolivians inland and effectively out of the war. In the bloody battles, some Bolivian units lost up to eighty percent of their original complement. Lack of understanding about the use of modern Gatling guns and breech-loading rifles affected both sides, but especially the Bolivians and Peruvians. In campaigns marked by atrocities and massacres, the Chileans gained significant advantages on the sea and land owing to their better educated and trained officer corps. After the Battle of Angamos, the Chilean navy controlled the seas.

In 1880 the Chileans moved an army of 30,000 troops to attack and to occupy Lima, at that time a city of 120,000 to 130,000 inhabitants. The Peruvians organized new units to replace losses, but poor training and equipment contributed to their defeats. Still, the Peruvians refused to surrender and instead withdrew to the interior highlands—organizing guerrilla forces called montoneros that harassed the Chileans and even raided occupied Lima.

After five years of warfare, in April, 1884, the conflict ended with the Treaty of Ancón that left the Chileans in control of the Peruvian provinces of Tacna and Arica—opening a lengthy struggle for sovereignty. In assessing the war, Sater concluded that the application of modern weaponry produced little in the way of military innovation. Though the politically stable Chileans deployed better educated officers and NCOs, their overall victory in large part resulted from the disorganization, instability, and lack of preparation of the Peruvians and Bolivians. The conflict left permanent scars on both sides that even today produce frictions and conflicting claims. This is an outstanding study of an important later nineteenth-century South American war.

Christon I. Archer
University of Calgary
Calgary, Alberta, Canada

Andean Tragedy: Fighting the War of the Pacific, 1879–1884. By William F. Sater. Lincoln: University of Nebraska Press, 2007.

Tragédia andina: o conflito na Guerra do Pacífico, 1879-1884 (resenha)

Christon I. Archer
Revista de História Militar
Sociedade de História Militar
Volume 73, Número 4, Outubro, 2019
p. 1346-47

A Guerra do Pacífico (1879-1884), confronto ocorrido entre o Chile e as forças conjuntas do Peru e da Bolívia, ficou mais conhecida entre historiadores militares e navais como um conflito travado no limiar de uma mudança tecnológica que prenunciou a guerra moderna. No mar, chilenos e peruanos travaram batalhas usando modernos navios de guerra blindados movidos a vapor, minas navais, torpedos e aríetes. Em terra, os beligerantes empregaram o telégrafo e as ferrovias quando possível, bem como rifles de retrocarga de diferentes modelos, peças de artilharia Krupp e metralhadoras Gatling. A guerra foi travada pela posse de valiosos recursos de nitrato e guano situados no árido Deserto do Atacama.

Na década de 1870, as mineradoras chilenas entraram no território boliviano com concessões legais para explorar esses recursos. Na época, a Bolívia governava o porto de Antofagasta e um trecho significativo da costa sul-americana e o meio do deserto (território de Antofagasta). Em 1873, quando Peru e Bolívia sentiram suas respectivas soberanias ameaçadas devido as atividades chilenas, os dois países assinam um pacto militar secreto de apoio mútuo. A guerra pelos recursos naturais foi deflagrada em fevereiro de 1879, quando as forças armadas chilenas desembarcaram na Antofagasta boliviana. Embora os chilenos, ainda que melhor equipados, tenham iniciado a campanha em um ritmo mais lento, conseguiram eliminar os mais modernos navios encouraçados peruanos e invadiram o território do Peru.

Contando apenas com o equivalente a um terço do número de soldados dos contingentes peruanos e bolivianos, em tese os chilenos enfrentariam uma árdua missão. No entanto, eles bloquearam Iquique, porto de exportação de nitrato do Peru e, após alguns reveses no campo de batalha, ocuparam as províncias de Tacna e Arica, no sul do Peru, expulsando os bolivianos do interior e, com efeito, da guerra. Nas batalhas sangrentas, algumas unidades militares bolivianas perderam até oitenta por cento de seu contingente inicial. A falta de compreensão sobre o manejo das modernas metralhadoras Gatling e dos rifles de retrocarga afetou ambos os lados, mas especialmente bolivianos e peruanos. Em campanhas marcadas por atrocidades e massacres, os chilenos obtiveram vantagens significativas no mar e em terra devido ao seu corpo de oficiais mais bem qualificado e treinado. Após a Batalha de Angamos, a marinha chilena passou a controlar os mares.

Em 1880, o Chile reuniu um exército de 30.000 soldados para atacar e ocupar Lima, na época uma cidade de 120.000 a 130.000 habitantes. O Peru organizou novas unidades militares para substituir as perdas, mas a insuficiência do treinamento e dos equipamentos contribuíram para a sua derrota. Ainda assim, os peruanos não aceitaram se render. Em vez disso, retiraram-se para as terras altas do interior e organizaram grupos guerrilheiros chamados montoneros que perseguiram os chilenos e até invadiram a Lima ocupada.

Em abril de 1884, após cinco anos de guerra, o conflito foi encerrado com a assinatura do Tratado de Ancón que garantiu aos chilenos o controle das províncias peruanas de Tacna e Arica, mas também deu origem a uma longa disputa pela soberania. Ao analisar a guerra, Sater chega à conclusão de que a utilização de armamentos modernos teve pouco impacto em termos de inovação militar. Embora o Chile fosse uma nação politicamente estável e tenha contado com oficiais comissionados e oficiais não-comissionados altamente qualificados, sua vitória deveu-se mais à desorganização, instabilidade política e falta de preparo de peruanos e bolivianos. A guerra deixou cicatrizes permanentes em ambos os lados e que ainda hoje provocam atritos e reivindicações conflitantes. A obra traz uma excelente análise dessa importante guerra sul-americana do final do século XIX.

Christon I. Archer
Universidade de Calgary
Calgary, Alberta, Canadá

Andean Tragedy: Fighting the War of the Pacific, 1879–1884. By William F. Sater. Lincoln: University of Nebraska Press, 2007.

Original English article available here.

Artigo original em inglês disponível aqui.

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